quarta-feira, dezembro 30, 2009

kkkk FeLiZ AnO NoVo kkkk

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feliz ano novo!

Olá amigos, queria escrever algo profundo para desejar a todos um ótimo 2010, no entanto, vou colocar metade do que pus no ano passado, que por sinal é uma frase do Chaplin.

Esse é para todos que escrevem e postam nos seus blogs, todos que escrevem, e deixam nos cadernos, todos que apenas pensam em escrever e para todos que apenas lêem os blogs.


A realidade nos acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de nossas palavras e do nosso silêncio. Se amanhã sentirmos saudades, lembremo-nos da fantasia e vamos sonhar com nossa próxima vitória.Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que iremos encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Se não conseguirmos entender que o céu deve estar dentro de nós, será inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que erremos e erramos, para nós haverá sempre esperança, enquanto nos envergonharmos de nossos erros. Somos jovens. Atender a quem nos chama é belo, lutar por quem nos rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto. Não façamos do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem nos seja o mesmo que nunca mais. Nossos passos ficaram! Olhemos para trás... mas vamos em frente pois há muitos que precisam que agente chegue para poderem seguir-nos.


Feliz Ano Novo para todos e podem ter certeza que será no mínimo um ano muito curioso!!!!

quinta-feira, dezembro 24, 2009

FeLiZ NaTaL

Gosto muito do natal, mas como já comentei há um ano atrás, não compartilho da data mercadologica que faz com que milhares de pessoas corram as lojas para comprarem presentes.
Gosto do símbolismo do nascimento de Cristo, que veio ao mundo para redimir nossa pobre humanidade.
Gosto do Natal, que faz com que possamos refletir sobre a nossa condição de SER, ser humano, ser filho, ser pai, ser amigo, ser gente, ser pó, ser tudo e ser nada ao mesmo tempo.
Não gosto do natal falsidade, onde falamos mal de todos e quando nos encontramos nesta data, dizemos "um feliz natal pra você e sua família"... Aff.
Enfim, se hoje tivesse que falar alguma mensagem de natal para refletirmos, seria:
"As sementes da vida precisam ser semeadas com paz e amor, e assim, poder gerar o alimento que precisamos para viver.
Viver com alegria, coragem e determinação de seguir adiante.
Viver o presente com sabedoria e plenitude para que o ontem seja um sonho de felicidade e cada amanhã uma visão de esperança.

Feliz Natal a Todos!!!

sábado, dezembro 12, 2009

Tempo, tempo, tempo...

Há noites assim, em que o tempo para à nossa frente... e nos interroga se continuamos a corrida ou nos visitamos no passado. E nem o olhamos, a ele, ao tempo, ilusionista sedutor, nas suas permanentes e incandescentes tentativas de tornar o todo num nada. Porque tudo muda, tudo é fluido e frágil... sim, eu sei, e se eu quiser revisitar-me? Se quiser refugiar-me num daqueles dias em que a felicidade escapou aos olhos alheios e perecíveis? Se decidir voltar até mim, ao momento em que me despedi das flores dos dias que tomavam forma num rosto e num nome? E se decretar que a partir de hoje vou espalhando pelo caminho as esperanças de um beijo esquecido nos patamares cá dentro, a que costumam chamar alma? E se declarar que abrirei os braços a rios ébrios de afetos... até nunca me querer saciar? E se te desafiar, tempo, a descobrires todas as vontades depositadas pelos meus olhos em cofres e baús de anjos-poetas?
...
As almas comandam os dias, mas ainda mais as noites. Não tu, tempo. As almas!!! Quando o rasgar da saudade se sente a cada instante nos ombros que anseiam por uma carícia...

sábado, dezembro 05, 2009

Dezembro(s)

Os Dezembros possuem um aroma almiscarado de saudade com esperança.

Dezembro é sempre mágico, é o encontro ímpar de passado e futuro, é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas face ao não retorno, do sorriso de expectativa.

Dezembro é Natal, é beleza, é o momento da redenção, da Fé, do Perdão, de lembrar os esquecidos, de ver além do próprio umbigo.

Dezembro é exceção, mas deveria ser rotina, é exemplo e deveria ser seguido.

Dezembro é festa. É promessa de mudança, é chama acesa!

Dezembro é o prelúdio do futuro, é a chave do recomeço, é a estação final do passado, a conexão com o futuro, o momento de arquivar o que passou.

Dezembro é extremo, é decisivo, é palco de todas as recordações.

Dezembro é quando eu me lembro mais da minha impermanência e de que sou só um grão de areia, oscilando ao sabor das dunas intermitentes dos dias, que nunca se cansam de se modificarem.

Texto Adaptado

segunda-feira, novembro 30, 2009

Pensamento

Se quizeres conhecer um homem, de-lhe poder e fique a observar a distância as suas atitudes, antes de ser guindado ao posto e após.
Se quizeres conhecer uma floresta, afasta-se dela e fique a observar à distância, suas árvores, seus frutos, suas sombras, pois se estiveres muito próximo não perceberás todas estas qualidades e belezas por ela refletida.

quarta-feira, novembro 11, 2009

This is your life - Switchfoot

This Is Your Life

Yesterday is a wrinkle on your forehead
Yesterday is a promise that you've broken
Don't close your eyes

This is your life and today is all you've got now
And today is all you'll ever have

Don't close your eyes

This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose

Yesterday is a kid in the corner
Yesterday is dead and over

This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose

Don't close your eyes (4x)

This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?

This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger

And you had everything to lose (2x)

domingo, outubro 25, 2009

Resonâncias & Contrastes











quinta-feira, outubro 15, 2009

Professores, Mestres, Doutores, Pesquisadores

Imaginava, aquela altura que era possivel separar o professor do pesquisador. Depois entendi que não, que o ensino e a pesquisa são indissociaveis.
Não posso Transmitir aquilo que não sei fazer, exceto se quiser ficar condenado a reproduzir - e nem sempre acertadamente - conhecimento de terceiros. O importante para mim era entrar de corpo e alma no ensino e na pesquisa, na elaboração do conhecimento.
Feliz dia dos Professores, até mesmo aqueles que não o são de formação, mas da própria vida.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Pensée

Lá fora não. Havia um vento próprio de uma Primavera prometida que, contudo, tinha ainda restos de um Inverno inesperado. E, lá dentro, desde que fumar não era permitido no interior daquele café, o sol entrava e abria as janelas de vidro, grandes e largas.
Sentou-se. Não queria café. Apenas uma água limpida, transparente, natural...
O olhar atravessava os óculos escuros, como que a esconderem o pensamento. Não via o que queria, ou não queria ver? Ver é duro quando a realidade brinca de esconde esconde como criança que vai crescendo e a gente não quer.
-
Abriu o livro,...mas não. Nem ler conseguia. Encostou o queixo na palma da mão direita e, mais uma vez o olhar percorreu o floxo do rio. A corrente sempre na mesma direcção, o fluxo sempre o mesmo apesar das marés... Que fora que mudara? Que raio de coisa mudara?
Não conseguia encontrar a razão....
Respirou fundo e uma serenidade enorme atravessou-lhe a alma. Era como se se abandonasse ao curso do rio...Havia barcos ao sabor da corrente, e o olhar desviava-se, continuava a olhar o curso do rio. Havia gaivotas que mergulhavam tontas e sôfregas de peixe, ... e olhar continuava a percorrer o fluxo do rio... Havia pardais soltos no vento,... e o olhar procurava sempre o curso do rio....
-
Abriu o livro, " A mulher Certa". Baixou o olhar à sorte sobre a página marcada..."O que quis ele dizer?...Se calhar que um homem só vive enquanto tem um papel a desempenhar. Que depois, já não vive, somente existe. Tu não podes compreender porque desempenhas um papel no Mundo...o teu papel é amares-me. Ora, está dito. Não me olhes assim obliquamente, irritado. Se alguém ouvisse o que estamos falando aqui(...) ...uma pessoa má que visse a cena de fora e nos ouvisse, iria acreditar que conversamos como dois cumplices....(...) Ri, isso...Porque só os dois é que sabemos a verdade sobre nós"...pag. 328
Fechou o livro e, recolocou o queixo na palma da mão direita. Teimosamente continuaria a olhar o curso do rio.

domingo, setembro 27, 2009

Je Tu Manque My Flor

Flor:
eu acho que deveria existir um amigo X para cada pessoa.
vc anima, inspira e suspira tbm ... [risos]
ver vc e suas coisas faz bem a qualquer pessoa.
vc sabe disso, seu mala. não precisa ninguém dizer.
mala não....vc é meu porta-niquel, [risos]
porta-niquel é necessário mas quase ninguém tem!
na hora dos 15 cents do ônibus todo mundo lembra que precisa de um! [mais risos]

Amigo X:
Um amigo X pra cada um?
Não sei se seria boa idéia, teria concorrência de mim mesmo!

Flor: JESUS!!! [risos] fiquei com medo agora.

sábado, setembro 19, 2009

Parabéns pro meu xodó

"As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas e é cansativo, para as crianças, estar a toda hora explicando"

__ Então ela disse: Primo você é um anjo? Ué... então cade suas asas?

Parabéns pro meu Xodó Ana Clara, ou simplesmente minha fanfarrona.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Me alugo pra sonhar

Desde pequenos somos orientados que no futuro deveremos escolher por determinada profissão e, de preferência, nos dedicar a ela com fervor e vontade. Alguns acertam, outros mudam, escolhem de novo, outros não têm possibilidades de escolher e, felizes mesmo, são em trabalhar no que der. Enfim, cada um com sua história e suas escolhas/obrigações traçam um caminho. Nessa trajetória conhecemos pessoas parecidas, outras que jamais imaginávamos existir e aqueles que tanto fez, como tanto faz.
É nesse encontro com diferentes pessoas que descobrimos a diferença e, principalmente, o que significa a “identidade” de um ser humano. Cada um, ao seu jeito faz coisas diferentes e nos surpreendem por isso. Às vezes, uma grande amizade pode surgir num esbarrão na rodoviária, no mercado ou na fila de um banco. O certo é que para nos “tornarmos amigos” precisamos sentir com a outra pessoa o mínimo de afinidade e simetria de pensamentos. Claro, não esqueçamos aqui aquelas amizades que surgem mais pela estranheza do que por “complacência”.
Mas, voltando a falar sobre profissões, nelas estão grandes pontos de ligação entre pessoas diferentes. Às vezes o encanto com o trabalho de outra nos transforma em admiradores e depois em grandes amigos. Já conheceste, por exemplo, alguém que sonhasse? Não por hobby ou esporadicamente, mas que tenha como ofício o ato de sonhar? Não?! Então, procure por Frau Frida. O trabalho dela é sonhar. Assim ela ganha a vida. Desde pequena sonhava e, melhor que isso, interpretava os sonhos. Dessa maneira, fazia o que sabia de melhor: sonhar. Para encontrar Frau Frida procure o conto “Me alugue para sonhar”, de Gabriel Garcia Márquez, publicado em “Doze contos peregrinos”.
“Eu me alugo para sonhar”, era o que dizia Frida a qualquer um que a questionasse sobre seus afazeres. Com tantas maneiras de prostituição que as pessoas tem se entregado à ganância em suas profissões, se alugar para sonhar, com certeza, é algo encantador, para não dizer mágico. Sonhar e entender o que se sonha. Ter a capacidade de sonhar em dias tão impuros, com ar pesado, cheiro de podridão vinda de todos os lados, é mágico sim! Talvez mais pessoas devessem se alugar assim, sem perder a dignidade, nem o bom senso e, muito menos, a sensibilidade. Precisamos de mais pessoas como Frau Frida. Precisamos de pessoas assim na gerência de empresas, no poder do Estado e em nossas casas.
...
Leiam o conto do Marquez, na página abaixo, é muito bom!

quarta-feira, setembro 09, 2009

Abraço

Ficamos assim, por uma meia-lua-de-espanto, um mirando o espelho do outro, cativo da sua imagem, lendo-se no olhar à sua frente. E nesse momento mágico soubemos que o abraço era inevitável. E, ainda que, como tudo, durasse apenas o tempo de uma vaga em queda, seria o abraço maior dos nossos dias.

terça-feira, setembro 01, 2009

Eternal Sunshine

"Dividi a minha vida em partes
Construí muros altos
Paredes grossas
Selei hermeticamente portas
Para me dividir
Separar em partes
Ser só
Lembrar só
Aquilo que queria ser.
Mas a força que habita
Esses quartos
Hermeticamente fechados
Minou paredes
Construiu túneis
Invadiu os outros quartos
Que selei, para proteger.
E murmura-me ao ouvido
Ri do meu esforço inútil
E relembra-me a cada instante
Que a memória não se fecha
Não há forma de a apagar
Não há onde me esconder."
...
Escrevi assim. Como quem, de repente, desvenda todas as mulheres que colocaram em gavetinhas (ainda que forradas a papel de seda e aromatizadas por flores secas, mas nunca mortas) as memórias da verdade do que são.
...
Esforço inútil, tens razão.
...
Nós somos a nossa memória

domingo, agosto 23, 2009

Sou

Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

quinta-feira, agosto 20, 2009

Pandemias e utilidades públicas

Não sei como começar a escrever esse "artigo", mas nos últimos dois meses tenho pensado no surto da chamada "Gripe Suína" e do interessante trabalho de utilidade pública que vem sendo prestado pela mesma.
...
Definitivamente a H1N1 chegou para mudar os hábitos de limpezas das pessoas, por isso o nome gripe do porco. Ora bolas, percebam que num mundo onde as pessoas não gostam de se limpar, foi inventado uma doença que levassem a todos se lavarem sempre - nem que seja apenas as mãos, também ajudou a elevar o consumo de álcool - ampliando a campanha lei seca, a redução do contato físico com as pessoas (não pode-se abraçar ninguém) e - não poderia faltar essa - a gripe suína é uma forma universal, mas não do Reino de Deus, de homenagearmos o nosso rei da música pop, Michael Jackson.
Mas esperem um pouco, não é apenas a gripe do porco que presta serviços de (re)educação pública, a gripe aviária também ampliou o consumo de carne bovina desde a sua descoberta em 1900, e quando essa já estava no auge do consumo, por volta de 1985, tivemos a doença da vaca louca, a qual incentivou as pessoas a terem um hábito alimentar mais saudável e "light" com o slogan "comam mais frango".
...
E para terminar, a ultima pandemia de utilidade pública foi a gripe espanhola.
Vocês podem me perguntar o porque, já que esta foi uma das piores crises da história do século XX, mas dentre estas vítimas estava o então presidente da república brasileira Rodrigues Alves (1919).
...
É... bem que os serviços de utilidade pública, quanto ao seu bom funcionamento, nunca são benéficos ao povo, bem que uma delas poderia atingir o senado em cheio, ah e por falar nisso, não comam mais porco, reavaliem o frango e desconfiem das promoções da carne bovina. Na dúvida, comam peixe, mas logo a gripe do peixe chega por aí.

segunda-feira, agosto 10, 2009

A estrada da certeza

Tinha aprendido que o caminho da certeza se fazia sem complacência nem quebra de vontade. Só lhe faltava a noção exata da medida do amor, para lá das roupagens espúrias, das distâncias impostas, da intransponível barreira da reserva cultivada a frio, e por tudo isso ainda tinha pronto o cavalo do medo para fugir sem demora, a entrega total negada como condição de sobrevivência. Ensaiou a fuga uma última vez, a propósito de (quase) nada, mas o caminho desfez-se ante os seus olhos espantados, turvos pelas vagas que lavavam tanto passado inútil. Olhando na noite impossível para um ponto distante em algum lugar ao norte, ainda viu derreter-se o muro que a isolava de si, dissipado em nuvem e logo tornado verde esmeralda, vértice da lua cheia na maré de todas as madrugadas.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Pai

Creio que nunca serei 'forte' como gostarias... ensinaste-me a não ter medo das trovoadas... a correr firme para os saltos na ginástica... a sorrir quando a emoção dava um nó nas palavras.
Ensinaste-me que a verdade é o único caminho... que a chuva é uma benção tal como o sol... e o prazer de mergulhar no mar.
Já dei alguns passos atrás, sabes pai... mas a seguir compensei-os com um andar firme e atravessei medos... alguns Adamastores... e outros bem reais.
Ensinaste-me a olhar para os olhos das pessoas quando falam conosco... e o valor de dar o melhor de nós, sempre, em tudo o que fazemos.
Agradeço-te, tanto, tudo o que me ensinaste...
Mas hoje, agora... precisava que me ensinasses como voltar a acreditar nas pessoas. Voltar a confiar. E não sei, mas acho que ninguém vai conseguir me ensinar, pai...

sexta-feira, julho 31, 2009

R.I.P

Hoje fui ao meu próprio funeral. Vi meu rosto juvenil e cheio de sonhos deitados naquele caixão.
Era uma triste imagem daquele menino que tinha verdadeiro anseio pela vida e sonhos coloridos.
Perdoem-me todos aqueles que nele apostaram e agora olham minha imagem desapontados com suícidio ou assassinato.
Guardem em suas lembranças apenas do menino e esqueçam da monstro desalmado e estúpido que nasceu desta precoce cerimônia.
O corpo etava na Capela Nova e já apresentava sinais de Mofo, dos novos amigos... estavam para receber-me Manoel e Joaquim. Sempre admirei os Doms, mas dessa vez não havia mais Casmurro, Corleones ou Quixote, amigos da antiga vida. Apresentou-se a mim um tal de Dom Lucas, este é Carioca da Gema, pobre menino eu era, de tanto viver no mundo da lua acabou tornando-se uma Estrela. Fui triste ao Scenarium do meu Funeral.
R.I.P

sexta-feira, junho 26, 2009

Pausa, acredito!

Por motivos pessoais não consigo continuar a dar vida a este blogue.
Então me propus a dar uma pausa... não sei por quanto tempo ficarei sem postar, mas espero que volte melhor do que antes.
Não estou muito bem à algum tempo e por isso, irei pausar.
Obrigado a todos pela amizade que saltou as barreiras da virtualidade e se fez presente na minha vida.
...
Alguns passos partilhados

Passos saboreados... no caminho que fiz a pé, devagar, até onde me refujo e medito. Olhar maravilhado perante a beleza que me rodeava... senti a ligeira alegria de estar vivo... de respirar cores e pormenores, que partilho com os amigos que aqui vêm.
Vejam um pouco do local onde vivo... pelos passos dos meus olhos em voo livre, tão livre...
...
Abraço longo... carinhoso....e triste, confesso!

quarta-feira, junho 24, 2009

Feliz aniversário MAMÃE

Se somos responsáveis por aquilo que cativamos, ela é a principal responsável por mim!!!
O que dizer a minha mãe que já fez das tripas coraçã para dar-nos uma educação e dignidade na vida? Hoje é seu niver e ainda que eu faça de tudo pra agradá-la, surpreende-la, ou alegra-la, ainda será pouco, mas muito pouco, comparado ao que ela faz por mim.
Então deixo o verso abaixo, de um autor desconhecido.
Te amo MAMÃE
"Teus braços sempre se abrem quando preciso de um abraço. Teu coração sabe compreender quando preciso de uma amiga. Teus olhos sensíveis se endurecem quando preciso de uma lição. Tua força e teu amor me dirigiram pela vida e me deram as asas que precisava para voar."

terça-feira, junho 23, 2009

[Des]orientação

... mas a vida só se transforma num deserto que nos grita silêncios quando perdemos o norte. Quando nos falta uma pessoa com quem se invente uma nova - e irrepetível- carta de marear. Para que, aproveitando o seu perpétuo movimento, seja a partir de que norte for, aprendamos a viver dançando com ela...
... transformando cada minuto num império de horas desiguais.

sábado, junho 20, 2009

O carteiro e o Poeta

Quando se fala n'O Carteiro e o poeta' de Pablo Neruda deveria tropeçar-se nas palavras, ditas ou escritas. Deveria gaguejar-se ou semear reticências palavra sim, palavra não. (...) Com a convicção de que estamos a descobrir o mundo, ou simplesmente a redescobri-lo. Dizer cada palavra como se fosse a primeira, de tal forma que nos soubesse tão bem que a guardaríamos apenas para as ocasiões especiais.
«A poesia não é de quem a escreve, mas de quem precisa dela» (Diria Mario Ruoppolo
personagem do filme)

terça-feira, junho 16, 2009

Cold

O problema é o frio!
No frio tudo começa a doer
Até a Alma!

domingo, junho 14, 2009

Ouvindo ventos

«Às vezes ouço passar o vento;
e só de ouvir o vento passar,
vale a pena ter nascido.»
[Fernando Pessoa]

sexta-feira, junho 12, 2009

Devyr

Sei lá, pensar no que não temos, não somos, ou até mesmo no que não queremos não resolve muita coisa. Temos que agradecer pelo que já alcançamos em meio a essas crises...porque se ficarmos assim sempre... como será ? Desanimo sempre ? Porque nunca teremos tudo!
Po ... tenho tentado pensar assim...
[Myllena Paiva,]

terça-feira, junho 09, 2009

Se me souber ler, leia!

Não procuro mais, não penso mais, sigo-me. Encontro-me ao olhar para o mar, devolvo-me ao pegar na caneta e ao fazer dela a espada com que me resgato e combato pelo que sou, pelo que sinto. Ainda que doa. Ainda que não entendas. E em cada dia, página branca e pura, derramo-me em azuis. E, sempre com a cabeça levantada, percorro os caminhos da memória e volto mais forte. Não minto, nem com as palavras nem com os olhos. Que me leia quem me souber ler.

domingo, junho 07, 2009

Então ela sorriu...

Olhou-se olhos nos olhos. Se os espelhos não mentem... os seus olhos gritavam-lhe para voltar a sorrir, de tão cansados que estão das rotas de sal. Ousou. Olhou-se de novo nos olhos, que a empurraram para fora do caminho habitual da fuga, e a resgataram, obrigando-a a ver-se. E ela viu a ausência de uns dedos que afagaram os seus cabelos. Estava lá a forma. A forma do afago dele, feita memória. No seu cabelo longo e meio claro como a manhã dos amantes, que se espraiam pelas horas, adiando o fim da madrugada. Foi então que, suave e lentamente, mergulhou os seus dedos compridos e finos no cabelo molhado, que gotejava sobre a sua nudez. E sentiu a sua força, como asas que de repente descobrem que voar não se desaprende. Os olhos, pediam-lhe agora 'Sê Feliz!'. E ela sorriu para si mesma, como não o fazia há muito, muito tempo.

sexta-feira, junho 05, 2009

Aos amantes

O Universo cabe na curva dos teus seios, quando os meus dedos neles desenham sonhos, que sorves com a urgência das tempestades brancas. As velas, que nos banham de odores a jasmim e canela, não ardem até ao fim... porque nós negámos essa palavra. Sorrimo-nos. E sabemos que os ventos levarão para longe as ondas frias das sombras do passado. Deixa-me fazer do teu corpo o livro por escrever... deixas?

Já os teus dedos desenham no meu corpo as curvas das carícias que te levam além de ti, e eu murmuro o teu nome à tua pele, com traços da minha língua de água e fogo que te procura e te sabe encontrar...

... e o meu cabelo, feito tranças soltas derramado sobre ti, inebria-te e convida-te ao gemido, enquanto me espraio em cada milímetro do teu corpo. Sem pressa. Com a certeza de te querer.

Juntos, ultrapassamos as margens... e sorrimos. A lua, meu amor, somos nós que a enchemos...

quarta-feira, junho 03, 2009

"Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade."


Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.



segunda-feira, junho 01, 2009

If I fell

Se eu me apaixonar por você, prometerias ser verdadeira e me ajudar a entender?
Porque eu já me apaixonei antes e eu descobri que o amor era mais que só mãos dadas
Se eu der meu coração pra você... eu tenho que ter certeza desde o início de que você me amaria...
Se eu confiar em você... Oh, por favor não corra e se esconda
Se eu te amar também, Oh, por favor não fira meu orgulho..., Porque eu não aguentaria esta dor.
E eu ficaria triste se nosso novo amor fosse em vão.
Então eu espero que você veja que eu amaria te amar...
Quando aprender que nós somos dois Se eu me apaixonasse por você
[Tradução mutilada da música dos Beatles, If I Fell]

quinta-feira, maio 28, 2009

BREVIDADE ... Breve idade

Nasci hoje de madrugada
vivi a minha infância esta manhã
e cerca do meio dia
já passava a minha adolescência.
E não é que me assuste
que o tempo passe por mim tão depressa.
Só me inquieta um pouco pensar
que talvez amanhã
eu seja
demasiado velho
para fazer o que deixei pendente.
[poema de Jorge Bucay]

segunda-feira, maio 25, 2009

Frase!

"Não precisas de muralhas! As muralhas não te protegem, te isolam."
[Desconheço o autor da frase]

sexta-feira, maio 22, 2009

Minhas reflexões

Há pessoas que são, para nós, como os poetas: põem palavras onde, antes, só havia sentimentos. Palavras que interpelam o que sentimos e lhes respondem. Com gestos. De surpresa. São gestos que, parecendo um tudo-nada, tocam cá dentro e fazem do 'perto' 'muito perto'... e sentimos uma liberdade que se perde de vista.
A esses gestos - que nos revolvem - podemos chamar, simplesmente, comunhão. Ou, timidamente, amor.
Como se fossem um regresso a um paraíso que parecia perdido e, ao mesmo tempo, um lugar que se sente e se saboreia quando se visita pela primeira vez...
Como se fosse possível, para sempre, trazer para dentro de nós quem nos queira dentro de si. E nos presenteie com um perto muito perto, que nos devolva à comunhão e restaure com beleza a fé na vida, onde, antes, se formara um ermo nos nossos sentimentos...

terça-feira, maio 19, 2009

Ilusão

Tenho sido assombrado por algumas sombras, fantasmas e vultos. Em suas mãos tornei-me um joão bobo jogado de um lado para outro sem direção.
Se escrevo, é para fugir a dura realidade que me flagela e não para ser poeta.
Se fosse alguma coisa no momento... seria triste, mas quem não é, ou nunca foi?! Não é mesmo?
Tento colorir algumas páginas, mas o tom cinzento das imagens teimam a me atormentar.
Se tenho cativado algumas pessoas? Sim tenho, mas não por que quero, ou deseje. Nem quero ser responsável por elas!
Estou doente... enfermo... moribundo. Sou amparado por duas muletas que sustentam meu corpo no ar.
Tal qual cavaleiro sem armadura e filhote abandonado, assim é o meu atual status quo.
Todavia, carrego no meu peito e no músculo que me bomb[ard]eia, a mesma esperança da mãe , cujo o filho, desapareceu num determinado dia e nunca mais voltou.
"Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração" [Cartola]

domingo, maio 17, 2009

Saint-Exupéry

As pessoas podem ser dividas em três grupos:
1) Os que fazem as coisas acontecerem;
2) Os que olham as coisas acontecendo;
3) Os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu.
Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando. Nunca deixe de ter dúvidas, quando elas param de existir é porque você parou em sua caminhada.
[Antoine de Saint-Exupéry]
...........................................................................................................................................
"Também somos ricos das nossas misérias."
[Antoine de Saint-Exupéry]

quarta-feira, maio 13, 2009

"Eu não tenho nada pra comemorar"

“Teus olhos expressivos, molhados por um pranto escondido, simbolizam a tua dor...”
(autor desconhecido)
...
A imagem fala por si própria!
13 de maio dia da "libertação" dos escravos......






Sonhei contigo

Hoje sonhei que acordava ao teu lado.
E foi certa música, com dedos de memórias que me tocavam, que me acordou...
...
Não sei se foi... é... amor ou não, mas já não me preocupo em dar a todas as coisas um nome próprio, porque o que não tem nome perdura para lá de todos os tempos e existe fora de todos os dicionários.
...
Nunca sabemos para onde vamos.
Mas eu levo-te comigo. Sempre!
...
Só tu podias ser os passos ao lado dos meus. Só tu!
...
Eu sei que o sabes.
Assim como sei que me negarás, muitas vezes três vezes, ainda que isso te seque por dentro.
...
Será isso amor, amor?
(...)

domingo, maio 10, 2009

Dois post para as mães!

__ Mamãe hoje é dia das mães!
O que lhe darei nesse dia?
__ Só quero uma coisa meu filho...
Que sejas Feliz!
(Diálogo meu e da minha mãe posto no meu album de um ano de vida)

No dia em que Deus criou as mães (e já vinha virando dia e noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse: - Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto senhor?
E o Senhor Deus respondeu-lhe:- Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.
O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:- Seis pares de mãos Senhor? Parece impossível !?!
Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus - e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?
O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:- E tem isso no modelo padrão?
O Senhor Deus assentiu:- Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: "Eu te compreendo e te amo!" - sem dizer uma palavra.
E o anjo mais uma vez comenta-lhe:- Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.
Mas o Senhor Deus explicou-lhe:- Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho...
O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:- É muito delicada Senhor!...
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:- Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!
O anjo, analisando melhor a criação, observa:- Há um vazamento ali Senhor...- Não é um simples vazamento, é uma lágrima!E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.- Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.
Mas disse o Senhor: isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim...
(autor desconhecido)

Post 2

Quem foi que inventou essas efemérides-comemorativas-mercadológicas para homenagear-mos mães, pais, filhos e etc?
Não bastam os nossos aniversários? Será que a importância das pessoas se resumem a um único dia no ano para serem presenteadas?
Nunca gostei desses dias! Presente se dá a qualquer momento, é até mais interessante quando as pessoas não esperam recebê-los.
Desculpem-me, mas pro C@%$#0 todos aqueles podres mercenários, donos de lojas e afins que se aproveitam dessas efemérides.
Sabiam que há pessoas sentem uma angústia infernal e uma tristeza profunda quando não podem comprar presentes para suas mães?
O que mais importa não é o presente, mas sim a intenção do mesmo, então se é isso, minha mãe não terá presente hoje. Não mesmo. Talvez mês que vem. Hoje dou-lhe uma carta. Sim uma simples carta, feita por mim com papel A4 e lápis colorido, talvez coloque nossa foto (eu,ela e meu irmão) nela. Acredito que ela irá gostar.
Vi no meu álbum de infância o seguinte diálogo numa foto:
__ Mamãe hoje é dia das mães! O que lhe darei nesse dia?
__ Só quero uma coisa meu filho... Que sejas Feliz!


Então mãe, se não for pouco, quero te presentear com isso. Saibas que estou fazendo de tudo para te presentear não em um dia, mas em toda sua vida sendo FELIZ, ainda que nos dias de hoje seja difícil.
Apesar das nossas desavenças... SOU FELIZ pois tenho você comigo!
Feliz dia das mães a todas as mães.... e filhos também!
Afinal, não sabemos por quanto tempo seremos agraciados por divina companhia, não é mesmo?

sábado, maio 09, 2009

Não queiras saber tudo!

Desta vez ele estava preso a uma frase dita por um certo Vírgilio. Quem era aquele cara que falara tão profundamente para deixa-lo perturbado? Não sabemos!
Visto isso, pegou o ônibus, correu para o seu santuário e de frente para o mar pos-se mais uma vez a pensar.

"Não queiras saber tudo. Deixa um epaço livre para te saberes a ti." (Disse o tal Virgílio Ferreira)

Passou todo o dia alí. As pessoas não entendiam aquele rapaz que hora chorava, outra sorria, outra vez mais se deitava. Não restava dúvidas era uma catarze. As horas se passaram até que se pode ver alguns rabiscos em seu inseparavel caderninho:

Esvaziei-me de quase todas as tristezas,
mas deixei, intacta, uma esperança.
Soltei mágoas, presas em palavras
a que troquei as sílabas,
adoçando-as.
Coloquei ilhas de reticências
entre a vida e a dor.
Arrumei o mar no fundo dos olhos
e as asas à superfície da vontade.
E deixei espaço, muito espaço,
para reinventar os momentos
e me recriar.

sábado, maio 02, 2009

Voltei as páginas...

Voltei algumas páginas do meu caderno, antes branco.
As palavras nele escritas, transformavam-se em imagens, figuras e filmes do tempo em que estavámos juntos.
Recordações dos nossos momentos abreviados, eternizados num livro a ser completado.

Nestas páginas pude rever situações vividas por nós. Doces dias... O meu melhor sorriso acaba de despontar em meus lábios, na lembrança da sua mão sobre a minha, do abraço enlaçado e dos perfumes misturados.

Voltei a página, e nas imagens que se formavam vi a cadeira, ou talvez o banco o qual sentamos juntos pela primeira vez, olhei para o lado daquela cena e recobrei também a lembrança de que àlguns metros dali um menino gordinho sorria para mim e ti, sem falar da menina amiga que cutucava a mãe compartilhando da nossa alegria.

Voltei as páginas... algumas haviam reticências, em outras..., frases completas transformadas em abraços, beijos e lagrimas de tristeza e alegria.

Voltei as páginas e recordei-me do nosso amor, de que você me amou, que nos amamos, e agora há amor-te; a morte; a-mor.

Virei a página, avancei as páginas, uma nova que esta para ser escrita. Ela não é apenas branca, ela não é apenas preta, ela nem tem cor definida, mas sei que seu preenchimento será em cores.

Virei a página....

quarta-feira, abril 29, 2009

No apagar das luzes

Passei todo o dia pensando o que poderia escrever. Tive muitas idéias, mas não as pus no papel como de costume para posteriormente postá-las aqui.

Mas porque eu dei esse título mesmo? Ah sim, hoje um ciclo mais um ciclo da minha vida chegou ao fim. Meu contrato com a Assembléia Legislativa do RJ chegou ao fim e um novo caminho tenho pela frente. Parece que foi ontem que eu chegava para a entrevista e me assentara com vinte outros colegas de um lado e um cara gordo do outro, o qual passei a ter profunda admiração. Este perguntava a mim "porque ele deveria me contratar?"
Minha resposta mediante a todos os outros foi simples, eu o disse "porque eu sou bom!" E ele me diria mais tarde que eu sabia me "vender", e que isso seria importante pro meu futuro.
Foram bons os momentos que passei por lá, aprendi a ser tolerante, a ficar quieto quando necessário e a falar também. Pude crescer como pessoa, e como profissional também.
Olho-me neste momento como se estivesse realmente descendo numa estação de trem para embarcar em outra brevemente.
Boas lembranças que serão eternas na minha memória.
Nâo fico triste, mas antes, no apagar as luzes, olho pela última vez o salão, reparo no enorme corredor percorrido milhares de vezes em dois anos e reconheço que o que andei até aqui, foi apenas o aquecimento daquilo que ainda esta por vir.
Obrigado Tiradentes, obrigado colegas de trabalho, obrigado Palácio, obrigado Fábio (in memorian) pela única oportunidade!

domingo, abril 26, 2009

Definitivo-Drummond

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

terça-feira, abril 21, 2009

"Há pessoas que nos roubam...
há pessoas que nos devolvem."

Ao ler essa frase ele ficou parado observando se tinha algo mais. Perturbado e incosolável foi até o seu lugar de refúgio, o qual estava afastado há muito tempo, deu as costas para o mundo e contemplava o mundo. Questionava-se na presença da natureza que o rodeava com gritante beleza.

Era uma frase que falava de relações, de amizade, de conquista, de amor, de ser...
Assim como as expressões do seu rosto, a pedra ainda encontrava-se fria do sereno, o rosto sereno, mas os sol trataria de aquecer ambas as faces.

Seus pensamentos por um beijo! Alguém diria. E com o rosto não tão mais gélido, responderia a si próprio; questionando-se.
"Dos relacionamentos que você já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado?" - silêncio....

"Será que você é a lembrança doida na vida de alguém? Será que já construiu cativeiros? Ou será que já viveu em algum?" - Lábios ainda sem expressão.

Ele continuava: "Será que você já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar as situações e as pessoas certas?"

Pra que se perguntar essas coisas - ele se diz.

"Não sei! Mas sejam quais forem as respostas, não tenho medo delas. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias."

E em cima da pedra de fronte ao horizonte, Ele se responde:
"Alguém me roubou de mim
Alguém que eu não sei dizer
Alguém me levou daqui.
Alguém,... esse nome estranho.
Alguém que não vi chegar
Alguém que não vi partir
Alguém, que se alguém encontrar,
Recomende que me devolva a mim."

quarta-feira, abril 15, 2009

Algumas árvores já floriram,...

Podia dizer-te que me fazes falta.
Podia contar-te como as minhas mãos me contam dos seus gestos suspensos, porque tu não estás para acabar o verso.
Podia falar-te da vontade de desenhar reticências de chuva, com os silêncios que me escorrem dos olhos.
Podia dançar-te, num murmúrio de voz que te envolvesse em aromas de pomares, de tulipas e de afetos.
Podia voltar a dizer-te que me fazes falta no beijo há tanto tempo adiado, que trouxesse tudo com ele... o mar, as ondas, as gaivotas, as conchas, a vontade de ficar, o teu perfume que ainda guardo, invencível, na memória da minha pele.
...
Mas eu calo-me. Espero que tu saibas. Espero que tu sintas tudo o que te poderia dizer em cada momento que deixo por aí, livre, entregue ao som do vento, que insisto em oferecer diluído em abraços. Como toque de areia fina. Como toque de acaso encantado.
Espero que tu saibas. Espero que tu sintas.
....
É que algumas árvores já floriram,...

domingo, abril 12, 2009

Manhã de Páscoa

1 Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu dos céus e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela. 3 Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4 Os guardas tremeram de medo e ficaram como mortos. 5 O anjo disse às mulheres: “Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. 7 Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês o verão. Notem que eu já os avisei”. [Mateus 28. 1-7]
Diante desse relato, passei toda a semana meditando em que escrever numa manhã de páscoa. E cheguei a seguinte conclusão: "Aonde nos perdemos do verdadeiro sentido da Páscoa"?
Tudo bem que para os judeus ela significa libertação, saída do cativeiro e fuga do Egito; para os cristãos é a celebração da ressurreição de Cristo- o que não nos deixa de pensar também da libertação do pecado e pagamento de dívida com a morte eterna.
Mas nesses dois universos - principalmente quando falamos de Brasil - o chocolate, o coelho, as discussões nos jornais sobre o preço do peixe e as "brigas" de que se deve ou não comer peixe na sexta-feira "santa", sobrepoem-se à reflexão de que uma pessoa inocente morreu por todos nós para nos livrar de um castigo eterno.
Ah, outra coisa...Parei para assistir à alguns filmes na sexta-feira e fiquei bestificado com a quantidade de filmes que ao invés de tentar reproduzir um momento...digamos sagrado, ou santo - assim como diz a semana - quase todos que vi, questionavam a divindade do próprio "Filho de Deus", ou então apimentavam a sua dúbio relação com Maria Madalena, ou ainda a sua amizade quase que simbiótica com Judas e a vontade deste de formar um exército para acabar com os romanos.
Onde foram parar as programações que falavam de Vida, Ressurreição, Esperança, Amor?
Onde estão as famílias que se reuniam em torno da mesa para se confraternizarem e abençoarem-se mutuamente? Acabaram? O que vi eram alguns bares cheios com pessoas bebendo até o seu fechamento e no final da madrugada, ou início do domingo, diziam-se "feliz páscoa!" Com troca de que mesmo??? Chocolate!
Aff, bem se seguíssemos a risca o simbolismo criado pela igreja há alguns séculos atrás, tudo bem, mas não é o que aconteceu, e por isso a minha pergunta continua sem resposta "Aonde nos perdemos do verdadeiro sentido da Páscoa"?
Assim como o meu amigo Fabiano (lá do Banalidades Indispensáveis) me desejou, também desejo a todos uma "boa páscoa! (aquela páscoa Divina, na qual o protagonista é lembrado pelo amor e misericórdia...) Ressurreição e Vida!

terça-feira, abril 07, 2009

POUSA O SILÊNCIO DAS PALAVRAS SOBRE A ÁGUA...

Dizes-me que escutas o silêncio das palavras.
Eu sorrio-te.
E na mão que te estendo, poderia colocar letras.
Todas maiúsculas.
Para que as ouvisses dançar
quando lambo a tua pele
e dela faço o meu poema.

Mas sorrio-te, apenas.
E olho-te.
Não com um olhar fugido de quem receia
o encanto de ser encantado...
Mas com olhos de água.
E agora, diz-me...
escutas o silêncio do sal na água?
Ouve.
Ouve bem.
O que te diz?
Conta-me... sem pressa.

O início de um mundo
é apenas o sopro de um nome, sabias?
Murmura o meu...
Ou geme-o.
Ou grita-o.

Pousa o silêncio das palavras sobre a água...
E ousa ser o canto da minha primeira madrugada.

sexta-feira, abril 03, 2009

Sem a tal da modéstia!

Quem sou eu? Nem sei, devo ser apenas uma pessoa qualquer.
Sou um dos filhos mais amado; dos sobrinhos, o mais respeitado; dos netos sou o preferido; dos meus amigos, sou o mais querido, sou o elo que nos une, apaziguador das brigas, a cabeça pensante, não sou uma "liga", mas "a liga", "o elo" . Sem mim todos nós estaríamos divididos.
Sou admirado por todo mundo, mesmo sendo isso muita gente. Mas também devo ser odiado por alguns. Por isso lhe digo.... Cuidado!
Se és meu amigo, conhece a ternura em pessoa, mas sendo meu inimigo, ou desafeto, ganhará a antipatia daqueles que me cercam.
Não me queiram mal, pois o mundo desabará sobre você. Não me façam sofrer por motivo algum, pois o desprezo e a cólera dos que me rodeiam, o acompanhará pelo resto de sua vida.
Sei que isso não é bom, mas não foi eu que escolhi.
Não estou no "Big Brother", nem em "1984" do George Orwell , muito menos sou protagonista de "Truman o Show da Vida", mas sou assistido 24 horas por dia por várias pessoas e em suas histórias muitas vezes apareço como protagonista roubando-lhes a cena principal.
Não me considero sábio, ou inteligente, mas há quem goste de ouvir os meus conselhos e cativo o coração daqueles que me escutam.
Odeio programas "in door" pois me dão a sensação de estar preso a alguma jaula - não sou nenhum ser exótico para servir de amostra, por isso prefiro a liberdade das ruas, das praias, montanhas, oceanos, a correnteza dos rios, a beleza dos astros, o vento no rosto, a paisagem não vista da janela.
Mantenho próximo os que me amam, e deixo mais próximo ainda os que me odeiam. Pago pra não entrar numa briga, mas se entrar... pago 10 vezes mais o valor para não sair.
Quem sou eu? Apenas eu! Tramito entre a tênue linha da loucura e lucidez. Sou mais louco do que lúcido, sei que ainda não possuo poderes, ainda que os deseje; ainda não sou poderoso, ainda que pareça, mas em algum momento os terei!
Quem é você???
Não sei! Poderia ser uma pessoa qualquer, mas não sou.
"Se um dia contarem a minha historia, que digam... Que andei com gigantes. Homens se levantam e caem como o trigo do inverno."

quarta-feira, abril 01, 2009

Prólogo do próximo post

Ter verdadeiro sucesso na vida é: rir muito e muitas vezes; ganhar o respeito de pessoas inteligentes; gozar do carinho de meninos e meninas; ganhar o reconhecimento de pessoas qualificadas e saber suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza; procurar o melhor nos demais; deixar o mundo um pouco melhor de como o encontraste - com um filho são, um jardim bonito ou uma pessoa mais feliz; saber que ao menos alguém viveu melhor graças a ti.

sexta-feira, março 27, 2009

Perguntei ao Drummond

Mestre, me ensina porque toda dor vira poesia e toda poesia retorna à dor?

Me explica: como uma simples pedra pode fazer toda a diferença?






A resposta é simples. Toda pedra no caminho vale para construir seu castelo, amigo!!! E todo tropeço serve como aprendizado.

E a respeito da dor meu caro, ela não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. No entanto, a dor é inevitável , já o sofrimento é opcional.





terça-feira, março 24, 2009

Cores de Almodovar e Frida Kahlo

Não foi armação, eles estavam assim mesmo!


Fascinante


Belo

Fitinhas!


Natureza Viva!


Natureza artificial!

domingo, março 22, 2009

A Flor e a Náusea

Altos papos com Drummond um dia lá em Copacabana.
A Flor e a Náusea

"Preso à minha classe e a algumas roupas,vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me’?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
............................................................
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."
[Drummond]

quinta-feira, março 19, 2009

Amantes da Lua

Hoje...
Quero sentir nos poros
o abraço de vento dos teus olhos.
Tenho sede da seda do seu ventre.
Você, acetinadamente nua no horizonte do meu corpo.
...
Nós, arrepio....
A madrugada...
ancorada na eternidade do momento.
Em viagem adiada...
Adiada...
Adiada...
...enquanto uma música inaudível se solta, em espiral,
quando toco os teus seios....
...
Hoje...
Quero-te.
Febril.
Uivante.
Como só os amantes da lua sabem...

terça-feira, março 17, 2009

O dia que me senti um merda!

No domingo último foi comemorado o dia do consumidor, mas antes de comentar qualquer coisa, queria contar uma pequena história do meu querido Henry David Thoreau, o qual já pus uma frase dele q influencia por de mais minha vida.
Por volta de 1854, antes mesmo da revolução industrial, Thoreau que era formado em Harvad, considerado avô do movimento Hippie e inspirador de Gandhi, construiu com suas próprias mãos uma casa à beira do lago Walden, em Massachusetts, indo morar lá com a vontade de experimentar uma vida absolutamente isenta de consumo. Nos anos que se passou isolado e vivendo de trocas e da própria produção, Thoreau escreveu o clássico "Walden ou a vida nos bosques", uma espécie de bíblia do hoje chamado consumo consciente. Naquela época, aos 28 anos, ele ousou dizer a uma sociedade capitalista em formação, a América, que "a maioria dos luxos e muitos dos chamados confortos da vida não só são dispensáveis como constituem obstáculos à elevação da humanidade".
Outro exemplo é o de Sócrates que costumava descansar percorrendo o centro comecial de Atenas. Quando os vendedores o assediavam, respondia: "Estou só observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."
Eu poderia terminar esse post aqui mesmo e deixar aberto a reflexão de cada um dos leitores, mas vou continuar só pra demonstrar o porquê do título da postagem.
Lia eu um daqueles jornais que todo mundo diz que odeia - principalmente os da esquerda, mas acaba comprando para se manter "bem informado" e me deparei com uma matéria sobre o consumo, nesta, as pessoas falavam de seu Transtorno Compulsivo Obsessivo (TOC) por compras e um analista dando uma explicação para tal comportamento.
a primeira coisa que me fez sentir um merda foi o analista que dizia que o TOC atinge tanto as classes endinheiradas quanto as pobres. Até aí tudo bem, mas depois ele prossegue com os exemplos: "tive duas pacientes...uma garota POBRE de 14 anos que gastou R$ 2 mil numa loja de 1,99. E outra menina da mesma idade que viajou para Nova York... nas primeiras duas horas gastou US$ & mil...." Qual a linha que divide a pobreza do miserável? Me senti um merda! Não tenho como gastar esse valor em uma loja de 1.99, então sou um miserável!?!?
O segundo exemplo é de um cara de 22 anos, produtor de eventos de um hotel na Barra. Este, afirmava GANHAR MAL, no entanto, voltou da Europa com 15 perfumes e 7 bolsas da Luis Vuitton e Gucci, além de ter comprado um cinto de R$ 300 reais mesmo sem ter gostado. A sua frase: "Não gosto de entrar numa loja e não comprar. Fico com vergonha." Nossa... quantas vezes fiz vergonha dentro de uma loja!!!!!!
E pra acabar a última história é de uma menina de 25 anos que "não" recebe uma fortuna de mesada dos pais, mas que da para quitar o básico como celular, gasolina, cabeleireiro, saídas e por aí vai. E quanto as coisas fúteis, diz ela: "Só me procupo quando chogo a dever R$ 1.500 NO CHEQUE ESPECIAL, aí não durmo até arrumar o dinheiro." Mas como se ela não trabalhaaaa!!!
Visto isso, dentro deste contexto consumidor, mesmo tendo a historinha do David - intimidade - e Sócrates... vi-me como um infeliz, miseravel e merda, por não fazer parte desse grupo, mas sabem de uma coisa, queria saber o quanto essas pessoas são felizes... pois isso o dinheiro não pôde comprar.....

domingo, março 15, 2009

Poema à boca fechada

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

sábado, março 14, 2009

Para alguém!!!

Em uma das minhas viagens a Fortaleza Branca, aquela mesmo da solidão, encontrei isso. Talvez possa ajudar alguém.

Preciso de Alguém

Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir,
mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia,
nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias,
nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
'Nós ainda vamos rir muito disso tudo', e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira,
a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.

sexta-feira, março 13, 2009

A respeito das estrelas!

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre minha amiga (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
A Lua também... eu diria... Sorria!!!
[O Pequeno Príncipe]

quinta-feira, março 12, 2009

SECRETUM

Eu sei... e tu também...
Desvendámos o mistério de nos encontrarmos na eternidade...
No tempo que desafio a descobrir a minha verdadeira idade...
No espaço... que se confina ao cheiro do nosso abraço.
Fecha os olhos, meu segredo...
Sente a minha carícia... deixa-me ler-te o desejo... sem medo...
Vem comigo ao limiar da liberdade... de quem se revê no olhar da alma do outro...
Almas reencontradas, festejos, risos, lágrimas, excessos... que ainda assim sabem a pouco.
E o meu convite profano e sagrado, de homem...
Que sabe tocar a essência do seu jardim alado...
Razão e coração, alma e corpo, toque e odor...
E a tímida palavra que nos envolve... Amor...
Alquimia... Sintonia, Mago da Natura, da noite... e do dia.
Pedra Filosofal...
Cavaleiro do Graal...
Águas descendentes do Céu, misturam-se com as águas ascendentes da Terra.
(Na tua voz descobri o cântico final, canção de PAZ... ausência da chama da guerra.)
E na minha entrega... homem que ansiava nos teus braços tornar-se um menino...
União a duas almas com o divino...
Purificação , libertação das amarras, da queda redenção...
União a um só coração.
E no seu ventre, de mim molhado, salgado...
Água ardente, Ar, Terra e Fogo húmido... confluem para o momentUM sagrado...
O 'UM'... de novo...
há gerações apartado.
E o oculto se desvenda, quinta-essência...
E assim se cumpre a Roda do Tempo...
Alma, espírito, matéria... transmutada em anulação de ausência.
E assim se cala o lamento...

quarta-feira, março 11, 2009

Homofóbico, eu???

Desde já venho pedir desculpas as pessoas que possam ler este artigo e por motivo de algo coisa mal escrito, ou mal interpretado, possam sentir-se caluniados.

Homofobia (homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade, ou genericamente de modo pejorativo, qualquer expressão de crítica ou questionamento ao comportamento homossexual. [Dicionário Soares Amora]

O simples fato de ter um lado independente de religiões e ter uma opinião formada de um assunto que a sociedade hoje apóia - não sei se pelo fim das desigualdades, ou banalização - transformou-me em alvo de idiossincrasias mal feitas.

Ou melhor, o fato de não gostarem de uma determinada pessoa, ou sua presença incomodar em certos ambientes, pode ser motivo pra associá-la a algo que não é? Pois então, um cara no meu trabalho me detesta, e por isso anda espalhando aos quatro ventos que sou homofóbico. O principal motivo é o fato de eu não dar confiança as suas conversas íntimas com as demais colegas de trabalho.

Para que vocês tenham uma idéia os assuntos são: "Quem goza primeiro você ou seu namorado", "sou paciente menina"; "gosto de brincar de briga com meu namorado"; "a Madona é um arraso"; ou "vou a Paris com o fulaninho" são as principais conversas num ambiente público de trabalho que considero ridículas. Não sou obrigado a ouvir esse tipo de assunto e por isso não faço a mínima questão de estar próximo a tais pessoas- e afinal, os incomodados que se mudem, certo? E se me perguntam a minha posição sobre o assunto ponho-me contra tais práticas sodomitas. Não sou contra as pessoas, mas sim das suas práticas!

O que eu não admito é espalharem fofoca com meu nome, não é coisa de Homem- ah mas ele não o é mesmo -ou então não é coisa de uma pessoa que se diz intelectual, pensadora, civilizada. Não seria mais prático o tal fulaninho vir conversar comigo e esclarecer suas impressões?

Não..., é evidente que ele não viria, pois não teria como contra-argumentar comigo e o resultado disso...? Eu seria acusado de homofobia e ele seria mais uma vez uma vítima da cruel sociedade preconceituosa personificada malevolamente na minha pessoa.

E por falar em preconceito, eu sou preto né? Hummm... Então posso acusar as pessoas que não gostam de mim de racistas ou preconceituosas? Afinal sou o único emergente da minha "espécie" num recinto de trabalho majoritariamente cáucaso-mentalmente-pequeno-burguês, e nunca reclamei de fazer parte da classe menos favorecida, pois entendo que a impressão que fazem da gente, são elaboradas por nós mesmos.

E por fim, saibam todos que já fui proibido de brincar com crianças da minha idade devido a cor da minha pele, e também já fui proibido de namorar uma menina na adolescência por excesso de melanina, então querido colega de trabalho, não venha me dizer que sou homofóbico ou preconceituoso, pois sei o quanto é ruim não ser reconhecido pelo conteúdo do seu caráter, que na minha percepção, falta-lhe muito.

Em vista disso, não me enquadro também na descrição feita no início, a respeito da homofobia que por sinal é incentivada pelos seus próprios "iguais".

domingo, março 08, 2009

Minha homenagem à mulher

A Mulher Como Centro de Universalização Poética
A mulher como centro de universalização poética é aquela que tem nome e também sobre nome, é a que tem deveres, e também tem direitos, é a que chora, é a que ri, é a que é mãe e muitas vezes é também pai, é a filha, é a irmã, é a tia, é a avó...
Meninas!... Moças!... Senhoras! Mães, Sogras, Filhas, Esposas, Irmãs...
A todas as mulheres, sem distinção de cor, credo e tribo.
Solteiras!... Concubinas!... Casadas!... Essencialmente emancipadas!
A mulher professora, a mulher domestica, a mulher motorista, a mulher atleta, a mulher empresária, a mulher presidente, a mulher proprietária... Independentemente a profissional mulher...
A mulher em beleza, Elegância e Sensualidade!
A mulher que elege, a mulher eleita, a mulher escritora, a mulher pintora, a mulher que canta e encanta... A mulher da arte... A mulher obra de arte...
A mulher em casa, na rua ou no trabalho... Em essência mulher... Unicamente mulher!
A mulher amada... Amante... Apaixonada...
A mulher urbana, a mulher rural...
A mulher singular, a mulher plural...
A mulher alimento, mas também canibal...
A mulher intrinsecamente maniqueísta!
A mulher feminina, a mulher feminista...
A mulher de uniforme, de saia, de vestido, de calça, de short e camiseta, calcinha e sutiã, de biquínis... A mulher em pele... A mulher em alma...
A mulher em formas aos olhos de quem se tem a admira-la...
Magra... Gorda...
Negra... Branca...
Baixa... Alta... Em essência mulher... Organicamente mulher!
Poeticamente MULHER!!!

sábado, março 07, 2009

...

Amo a liberdade,por isso deixo livre tudo que possuo e amo... porque se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive!!!
[Desconheço o autor, mas a frase é conhecida]

sexta-feira, março 06, 2009

SE TU ME DEIXASSES...

Hoje, acenderia estrelas entre a tua pele e a minha. Derramaria nos teus lábios toda a ternura que te pertence. Libertaria as pombas azuis do lago das tuas memórias e voaria, eu, em ti. Traçaria com a minha língua o mapa húmido da rota dos navegantes que ousam e não temem as marés vivas. E diria às tuas asas - antes quebradas - que voar é possível e que o caminho é ascendente, em espiral, em murmúrios salgados e confluentes...

Se tu me deixasses...

quinta-feira, março 05, 2009

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza
[Fernando Pessoa]

terça-feira, março 03, 2009

ESTA NOITE....

Depois de uma semana com frases entreouvidas por aí, postarei assim como ontem, mais um poema. Ainda estou com o tempo escasso para algo crítico, mas brevemente postarei. Espero que gostem!!!

Esta noite
gostaria de afastar de mim
a pedra da dúvida.
Dançar na espiral da procura,
e encontrar(-me) (n)uma resposta.
E ainda que a alma me doa,
enfeitá-la com flores amarelas.
E entre os olhos do tempo adormecer.
Adormecer.
A... dor... me... ser... (levado)

domingo, março 01, 2009

Hoje...

Escrevi-te ontem
somente para dizer

Que continuo aqui, parada no hoje. Como passageiro adiado numa estação-desencontro, onde o comboio nunca tem o destino certo e onde as horas são sempre amanhã.
Se pelo menos soubesse falar-te de amores e lhes retirasse todas as rimas óbvias, gastas e repetitivas, com dores, talvez me aninhasse no silêncio de uma palavra onde esta distância-uivo-de-lua-nascente-mais-que-presente cessasse no agora e... para sempre. Mas onde e como esconder de ti o rio de fogo das saudades? Tudo passa, dizem. E todos os rios secam, dizem também. Menos um, feito abraço embalado e suspirado, por onde navegámos negando a solidão da noite. Lembras-te?Mas eles, os que tanto dizem, não sabem.
E ninguém, nunca, saberá, que ainda permaneço deste lado do tempo onde sou teu.
Nem tu.

Nem tu...

Por que é que não me escreves?

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Ainda ouvi isso por aí!

Pra terminar essa semana carnavalesca de recesso merecido e boas risadas, colocarei as últimas frases absurdas entreouvidas por aí:

Estava eu muito bem no ônibus indo para o Hell de Janeiro quando um jovem aparentando seus 30 anos soltou algumas pérolas, é verdade que eu costumo dizer que a ignorância é algo benéfico para algumas pessoas, senão todas, mas não desse jeito. Vejam o resultado

"Eu nasci na época das diretas já, 1979" (As diretas não foram em 1984?) "

O Tancredo Neves que ia ser bom pro Brasil morreu né? (até aí tudo bem) O Helicóptero dele caiu." (Foi o Ulisses Guimarães, mas ele se corrigiu)
"Ah, não! Foi Ulisses Guimarães, mas esse ia assumir também" (será?)

"Lá em São Paulo tem um lugar no rio Tietê que não pode entrar, mas é limpo" (Como assim? Não entendi!)

"Aqui militar aparece mais que em São Paulo. Lá agente nem sabe se tem exército..., marinha acho que nem existe, só aeronáutica" (Como assim?)

Podem acreditar isso foi dito por uma única pessoa.
E durante um passeio hoje em Copacabana, as pessoas falavam:

"Cuidado ao atravessar a rua, aqui as pessoas não são tão educadas como em Brasília" (Mulher atravessando com a família bem longe do sinal e da faixa)

"Aonde você dormiu?"
"Num colchão inflamável" (será que ele se queimou? kkk)

"Moço tem o CD das escolas de samba?"
"Esgoto [sic]. Eles caíram no esgoto agora mesmo" (profissonal liberal pra uma senhora)