quarta-feira, janeiro 07, 2009

Ser sombrio

Estava andando sem espaços,
Todos os lugares por que estava, sentia-me sufocado
Minha alma sentia-se presa e parecia querer se desprender do corpo
O corpo, prisão da alma, segundo Platão.
Prisão essa que se materializava nas "sufocações" do dia-a-dia

Alguém sentado ao meu lado no ônibus, estava me sufocando
A companhia dos meus em casa me sufocava
A convivencia com as pessoas no trabalho me sufocava...

A sensação de liberdade só existia quando me encontrava só
Ao estar sentado no fim da madrugada em meu sofá
Todos dormiam, e o silêncio noturno era a melhor companhia
É algo libertador, eu diria

Sentia-me livre na proa da velha barca,
O vento batendo em meu rosto transmitia-me vida e liberdade
Sintia-me livre ao admirar a baia,
mesmo preso ao acento ônibus no meio da ponte

De alguma forma, procurava uma fuga, novas experiências
Novas vivências, Deixar vir pra fora aquilo que nunca fui,
mas sempre esteve reprimido dentro de mim.
Conhecer a floresta que Thoreau sugou a própria essência da vida

Por pra fora aquilo que sempre deixei preso, e talves devesse libertar
Ser quem realmente sou, ou quem nunca fui,
Sentir ódio, raiva, egoismo, ser mau, sem querer o mal.
Não ser imprudente, inquieto, irresponsavel e hipócrita.
Quero dinheiro, poder, sucesso
Não o quero mais sufocar, mas deixar surgir o meu lado sombrio, negro e misterioso
Não me definir como sou por dentro,
mas pelas coisas sem limites que eu posso fazer!

No final, haverá libertação e redenção!

3 Comenta aí po!:

Anônimo disse...

Cara, o texto é bom.
Bem soturno, um tanto quanto subjetivo, mas é bom.

Quase um "corta-pulsos guilhermistico" ... parabéns.

O unico "porém" é que quando leio, pareco saber exatamente no que está falando, ou o que está vivendo ou o que está passando ... mais metáforas seriam um "escudo" perfeito.

"A sensação de liberdade só existia quando me encontrava só
Ao estar sentado no fim da madrugada em meu sofá
Todos dormiam, e o silêncio noturno era a melhor companhia"


Gostei disso...bjundas.
Guilherme Fernandes

Fabrício Sales disse...

"O unico "porém" é que quando leio, pareco saber exatamente no que está falando, ou o que está vivendo ou o que está passando"

Impressão sua mano!!!

Aimée. disse...

Oi Fabrício!
Gostei bastante do texto.Poucos admitem o que querem, poucos sabem o que buscam.
Obrigada por me colocar aí na sua lista, volte lá quando quiser. Também voltarei aqui!
Tudo de bom pra ti!