terça-feira, janeiro 13, 2009

Dialogando com o Eterno Efémero

Há alguns dias passados o http://nuncaestareisatisfeito.blogspot.com/ saiu com uma reflexão sobre "Eterno X Efémero" interessantissima, refleti e respondi da seguinte forma:

"Há rotas que semeamos na procura da verdade... são os passos de luz que deixamos pela vida, como traços digitais da nossa essência, ainda que efémeros... "

Não fiquei satisfeito com meu comentário, mas refleti sobre a frase comentada, resultante no post abaixo.

Ao longo do caminho já encontrámos muitas ideias que nos seduziram e habitaram em nós, com a força suficiente para condicionar o nosso sistema de crenças.

No entanto, passado algum tempo, muitas das verdades acabavam por ser abandonadas porque não suportavam as nossas interrogações internas, ou porque uma 'nova verdade', incompatível com aquelas, competia dentro de nós por um mesmo espaço.

Ou simplesmente porque essas verdades deixavam de o ser.

Aqueles conceitos que tinhamos tido como referentes deixavam de o ser e encontrávamo-nos, rapidamente, à deriva. Donos do leme do nosso barco e conscientes das nossas possibilidades, mas incapazes de traçar um rumo fiável.

Lembro-me mais uma vez de uma passagem do Pequeno Principe, que nas suas viagens pelos pequenos planetas da sua galáxia encontrou-se com um geógrafo, que anotava, num grande livro de registo, montanhas, rios e estrelas.

O principezinho quis registar a sua flor (aquela que tinha deixado no seu planeta), mas o geógrafo disse-lhe:

- Não registamos flores, porque não podem tomar-se como referência as coisas efémeras. E o geógrafo explicou ao principezinho que efémero quer dizer ameaçado de rápido desaparecimento.

Quando o principezinho ouviu isto, ficou muito triste. Tinha-se dado conta de que a sua rosa era efémera...

E então, por um lado, pergunto a mim próprio: será que existem verdades sólidas como rochas e imperturbáveis como acidentes geográficos? Ou será a verdade apenas um conceito que traz em si mesmo a essência da transitoriedade e fragilidade das flores?

E, por outro lado... será que por acaso as montanhas, os rios e as estrelas não estão também ameaçados de rápido desaparecimento?

Quanto é 'rápido' comparado com 'sempre'?

Não serão as montanhas, segundo este ponto de vista, também efémeras...?

...

Há rotas que semeamos na procura da verdade... são os passos de luz que deixamos pela vida, como traços digitais da nossa essência, ainda que efémeros... como tudo.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Pra você

Vem viver este teu pedaço,
Vem sorver esta água pura,
Que das estrelas trouxe o aço
E da nossa sede a ternura!

Porque não darmos as mãos
Porque não sorrirmos à mentira?
A vida não pode ser só "nãos"
Há alguma coisa que sempre vira

Vira o vento, a sorte, a desventura
Vira a mágoa transformada em amor
Vira a covardia em força e bravura
Virá a magia transformar a dor?

Ouve-te a ti mesma quando serena
Cultiva a Paz e a Paz tu serás
Deixa que a brisa te afague amena
Em breve no infinito te sentirás!

Um beijo de vento e brisa suave.

domingo, janeiro 11, 2009

"Amadurecer significa separar as coisas de forma mais nítida, e ligar-se de forma mais íntima."
(Desconhecido)

sábado, janeiro 10, 2009

Como a Vida Termina

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança,
não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo,
volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo!
Não seria perfeito?
( CHARLES CHAPLIN ) Acho que concordo com ele!!!

Como foi meu dia!

Cumprindo o ritual de todos os dias, acordei mais uma vez extremamente cedo.
A claridade do novo dia já estava a porta. Levanto-me, dirijo-me imediatamente para a cozinha onde preparo meu café, encho uma caneca e sento em meu sofá aproveitando os últimos momentos do silêncio da madrugada.
Sua imagem veio a minha mente, sorri!
Procurei relaxar, as notícias da guerra já me encheram o saco, procurei ler rapidamente o texto da faculdade não satisfeito saio.
O Rumo? Não sabia. Só queria neste dia estar só. A primeira imagem na rua fui de um pombo esmagado, morto! Pensei: __ Algum carro passou por cima. O sangue do animal estava fresco.
Ha algum tempo que eu não pensava nela! Em quem? Na morte!
Ajudo uma pessoa aqui, escuto uma senhora acolá, passo em uma pensão pra almoçar e vou estudar.
As aulas não são das piores, mas meu dia não podia terminar voltando pra casa. Sexta-feira!
Decido ir ao cinema! Na verdade já havia decidido. O caminho até ele eu conhecia bem! Antes troco uma camisa e compro uma outra. Voilá! Roupa nova no fim de semana.
Eu que sempre disse ter-mos duas vidas, estava curioso pra saber porque do título "Sete Vidas". Comprei o ingresso. Faço hora no "O camarão", peço uma porção do mesmo, pra acompanhar ia pedir uma Fanta ou uma Sukita, mas preferi o Guaraná, enquanto aguardo meu pedido, escrevo essas palavras e penso __ porque não pedi uma caipirinha? Afinal não estou dirigindo.
Hora do filme. Imediatamente, o filme já mostra a que veio, pensei quer dormiria antes da metade, afinal também estava cansado e confesso que as vezes vou ao cinema pra dormir. Não aconteceu, fiquei atento do início ao fim, em determinado momento, não via mais as sete vidas, mas sim duas, apenas duas, como em meus pensamentos, que se amavam com tamanha intensidade que.... de você eu recordava, lembrava.... Pergunta marcante do filme? __ Você pensa na morte? Eu penso nela todos os dias.
Como disse anteriormente, fui assistir o filme cansado, pensava que dormiria na primeira metade. Mas que nada, olhava para o lado muitas vezes, o banco estava vazio e... todas as vezes que repetia esse gesto, dela eu recordava!
Bela cena, bela história, bela paisagem, belo filme!
É verdade, pensei várias vezes sobre a morte nele....., mas.......espere....um email, um recado, uma mensagem, não seria esse o final do escrito e do dia, mas enquanto finalizo, leio a tal mensagem, mensagem da Vida.... e não sei como, mas direta, ou indiretamente, não sei se por coincidência, ou não, acredito que não foi a toa que eu pensava nela, todo o dia!!!!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Ser sombrio

Estava andando sem espaços,
Todos os lugares por que estava, sentia-me sufocado
Minha alma sentia-se presa e parecia querer se desprender do corpo
O corpo, prisão da alma, segundo Platão.
Prisão essa que se materializava nas "sufocações" do dia-a-dia

Alguém sentado ao meu lado no ônibus, estava me sufocando
A companhia dos meus em casa me sufocava
A convivencia com as pessoas no trabalho me sufocava...

A sensação de liberdade só existia quando me encontrava só
Ao estar sentado no fim da madrugada em meu sofá
Todos dormiam, e o silêncio noturno era a melhor companhia
É algo libertador, eu diria

Sentia-me livre na proa da velha barca,
O vento batendo em meu rosto transmitia-me vida e liberdade
Sintia-me livre ao admirar a baia,
mesmo preso ao acento ônibus no meio da ponte

De alguma forma, procurava uma fuga, novas experiências
Novas vivências, Deixar vir pra fora aquilo que nunca fui,
mas sempre esteve reprimido dentro de mim.
Conhecer a floresta que Thoreau sugou a própria essência da vida

Por pra fora aquilo que sempre deixei preso, e talves devesse libertar
Ser quem realmente sou, ou quem nunca fui,
Sentir ódio, raiva, egoismo, ser mau, sem querer o mal.
Não ser imprudente, inquieto, irresponsavel e hipócrita.
Quero dinheiro, poder, sucesso
Não o quero mais sufocar, mas deixar surgir o meu lado sombrio, negro e misterioso
Não me definir como sou por dentro,
mas pelas coisas sem limites que eu posso fazer!

No final, haverá libertação e redenção!

terça-feira, janeiro 06, 2009

Nova regra, novo português!

Sempre tive minhas limitaçoes na lingua portuguesa, e com essa nova regra não duvido que encontre algumas dificuldades a mais. já quis comprar até uma nova gramática, mas eles ainda terão 365 para se adaptar. Confesso que acho belo o nosso idioma, mas fazem questão de torna-lo complicado mudando várias vezes a sua forma de escrever.
Ontem estava eu na Biblioteca Nacional, aquele templo sagrado dos pesquisadores, dos leitores compulsivos, dos estudantes diversos, dos turistas (chegaram vários enquanto eu estava lá e ficavam parados observandopra o que eu estava fazendo), ou dos Eduardos Buenos (aff). Inicialmente fiquei revoltado com o livro, o qual pesquisava e pensava que raio de português é esse? MAYOR, HUMA, AUTHOR, METHODO, THESOUREIRO, o que era aquilo?

Ou ainda, duplas consoantes em casos como: DELLES, COMMUM, GALLINHA... sem contar os verbos conjugados na terceira pessoa terminados em ÃO, ao invés de AM, como: CHAMAÕ, ou TIVERÃO.

Mas o pior de tudo foi a trascrição do texto para o compurador, essa máquina excencial da nossa vida que concectado a um cabo, ou não, hoje existe a tecnologia Wireless, nos permite saber de tudo, ou quase tudo. Bem a bendita máquina estava acostumada com essas regras, ou formas de escritas... não sei se posso dizer rudimentares, enfim, mas quando ele se deparou com a nova ortagrafia, foi algo incrível, ...terrível é melhor aqui! Só haviam traços vermelhos na tela monitor.

Então, nesse meu cubículo que é o quarto, pensei a respeito das várias reformas da língua portuguesa, que coisa sinistra! Uma hora eles abolem o W, o K e o Y, pra depois reabilitar, acho que foi pra agradar a maioria, afinal, eles nunca deixaram os nossos Kilos, ou Kilometros; muito menos o Wagner, ou meu primo Weverton e menos ainda a Rayanne. Afianal de contas, não podemos dizer que eles estavão, ops, estavam clandestinos, pois sempre tiveram liberdade pra circular em nosso meio.

Outra coisa que me irritou foi a saida do trema. Toda hora que eu digitava uma palavra sem o trema, estava lá o vermelho me acusando que eu escrevera algo errado. Imagino as desastrosas consequências com a saída do trema (tentei encontrá-lo, mas meu teclado ja não o tem mais), em breve leremos "consekências", ou então um dos turistas lá da ALERJ, provavelmente alemão, virá me perguntar "aonde eu encontrar pão com linghiças", ou então a frekência estará errada e a nota de cinkênta poderá ser falsa. Assim como o Ubaldo Ribeiro, não aceito a maneira sem-serimônia com que ele(o trema) foi humihantemente defenestrado, depois de tanto tempo de serviços prestados. Nem uma medalha ele ganhou. E lá na Assembléia ano passado eu só vi medalha inútil sendo entregue. Deixa isso pra lá, ninguém se importava com ele mesmo, muitos nem sabiam da sua existência. Pobre coitado!

No final de tudo, para "facilitar" o nosso bello português, só teremos os resultados maléficos do falar com se escreve, então teremos o umazero (1 x 0) como nas narrações esportivas. Alguns não etendem que o EME (M) esta apenas para nasalar a vogal.

Eureka! Compreendi porque o português antigo, era comum escrever-se com til. Eu vi a luz! Foi mal eu me entusiasmei.

Bem, dessa forma de falar como se escreve, não devemos nos assustar então quando lermos ao invés de "um olho", vermos "um molho", "um machado" ou invés de "um achado". Ruim para nós que teremos que nos adaptar, bom para quem já esta ganhando dinheiro com isso, pois alguém esta, e em plena crisa já esta"comida marcada para" a Europa ou Hawaí. Ou será "com ida marcada"?

Preciso dormir!!!!