Tenho sido assombrado por algumas sombras, fantasmas e vultos. Em suas mãos tornei-me um joão bobo jogado de um lado para outro sem direção.
Se escrevo, é para fugir a dura realidade que me flagela e não para ser poeta.
Se fosse alguma coisa no momento... seria triste, mas quem não é, ou nunca foi?! Não é mesmo?
Tento colorir algumas páginas, mas o tom cinzento das imagens teimam a me atormentar.
Se tenho cativado algumas pessoas? Sim tenho, mas não por que quero, ou deseje. Nem quero ser responsável por elas!
Estou doente... enfermo... moribundo. Sou amparado por duas muletas que sustentam meu corpo no ar.
Tal qual cavaleiro sem armadura e filhote abandonado, assim é o meu atual status quo.
Todavia, carrego no meu peito e no músculo que me bomb[ard]eia, a mesma esperança da mãe , cujo o filho, desapareceu num determinado dia e nunca mais voltou.
"Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração" [Cartola]