sexta-feira, junho 05, 2009

Aos amantes

O Universo cabe na curva dos teus seios, quando os meus dedos neles desenham sonhos, que sorves com a urgência das tempestades brancas. As velas, que nos banham de odores a jasmim e canela, não ardem até ao fim... porque nós negámos essa palavra. Sorrimo-nos. E sabemos que os ventos levarão para longe as ondas frias das sombras do passado. Deixa-me fazer do teu corpo o livro por escrever... deixas?

Já os teus dedos desenham no meu corpo as curvas das carícias que te levam além de ti, e eu murmuro o teu nome à tua pele, com traços da minha língua de água e fogo que te procura e te sabe encontrar...

... e o meu cabelo, feito tranças soltas derramado sobre ti, inebria-te e convida-te ao gemido, enquanto me espraio em cada milímetro do teu corpo. Sem pressa. Com a certeza de te querer.

Juntos, ultrapassamos as margens... e sorrimos. A lua, meu amor, somos nós que a enchemos...

quarta-feira, junho 03, 2009

"Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade."


Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.



segunda-feira, junho 01, 2009

If I fell

Se eu me apaixonar por você, prometerias ser verdadeira e me ajudar a entender?
Porque eu já me apaixonei antes e eu descobri que o amor era mais que só mãos dadas
Se eu der meu coração pra você... eu tenho que ter certeza desde o início de que você me amaria...
Se eu confiar em você... Oh, por favor não corra e se esconda
Se eu te amar também, Oh, por favor não fira meu orgulho..., Porque eu não aguentaria esta dor.
E eu ficaria triste se nosso novo amor fosse em vão.
Então eu espero que você veja que eu amaria te amar...
Quando aprender que nós somos dois Se eu me apaixonasse por você
[Tradução mutilada da música dos Beatles, If I Fell]

quinta-feira, maio 28, 2009

BREVIDADE ... Breve idade

Nasci hoje de madrugada
vivi a minha infância esta manhã
e cerca do meio dia
já passava a minha adolescência.
E não é que me assuste
que o tempo passe por mim tão depressa.
Só me inquieta um pouco pensar
que talvez amanhã
eu seja
demasiado velho
para fazer o que deixei pendente.
[poema de Jorge Bucay]

segunda-feira, maio 25, 2009

Frase!

"Não precisas de muralhas! As muralhas não te protegem, te isolam."
[Desconheço o autor da frase]

sexta-feira, maio 22, 2009

Minhas reflexões

Há pessoas que são, para nós, como os poetas: põem palavras onde, antes, só havia sentimentos. Palavras que interpelam o que sentimos e lhes respondem. Com gestos. De surpresa. São gestos que, parecendo um tudo-nada, tocam cá dentro e fazem do 'perto' 'muito perto'... e sentimos uma liberdade que se perde de vista.
A esses gestos - que nos revolvem - podemos chamar, simplesmente, comunhão. Ou, timidamente, amor.
Como se fossem um regresso a um paraíso que parecia perdido e, ao mesmo tempo, um lugar que se sente e se saboreia quando se visita pela primeira vez...
Como se fosse possível, para sempre, trazer para dentro de nós quem nos queira dentro de si. E nos presenteie com um perto muito perto, que nos devolva à comunhão e restaure com beleza a fé na vida, onde, antes, se formara um ermo nos nossos sentimentos...

terça-feira, maio 19, 2009

Ilusão

Tenho sido assombrado por algumas sombras, fantasmas e vultos. Em suas mãos tornei-me um joão bobo jogado de um lado para outro sem direção.
Se escrevo, é para fugir a dura realidade que me flagela e não para ser poeta.
Se fosse alguma coisa no momento... seria triste, mas quem não é, ou nunca foi?! Não é mesmo?
Tento colorir algumas páginas, mas o tom cinzento das imagens teimam a me atormentar.
Se tenho cativado algumas pessoas? Sim tenho, mas não por que quero, ou deseje. Nem quero ser responsável por elas!
Estou doente... enfermo... moribundo. Sou amparado por duas muletas que sustentam meu corpo no ar.
Tal qual cavaleiro sem armadura e filhote abandonado, assim é o meu atual status quo.
Todavia, carrego no meu peito e no músculo que me bomb[ard]eia, a mesma esperança da mãe , cujo o filho, desapareceu num determinado dia e nunca mais voltou.
"Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração" [Cartola]